Autoconsciência: seu papel na nossa jornada
Autoconsciência - Corações em Diálogo - Niterói - RJ

Autoconsciência: seu papel na nossa jornada

Entenda como a autoconsciência pode abrir portas para a ressignificação da sua história 

A jornada pela autoconsciência sempre deve partir de você mesmo. É necessário querer buscar a si próprio, principalmente, de mente aberta. Nem sempre essa busca será fácil ou rápida e pode, muitas vezes, te surpreender! Mas a pergunta de reflexão que chega no início da nossa jornada pela autoconsciência é: você se vê e/ou se sente como um buscador ou uma buscadora?

Para começarmos a navegar por essas águas, vamos primeiro sanar uma dúvida que com certeza já brotou na sua mente:

O que é um buscador?

Um buscador é aquele que, ao desenvolver sua autoconsciência, começa a perceber que o seu meio, ou seja, o ambiente à sua volta o influencia. Dessa maneira, ele passa a gerenciar seus relacionamentos, a fortalecer vínculos saudáveis e positivos, desenvolvendo um olhar mais humanizado.

Bert Hellinger, psicoterapeuta alemão, criador das Constelações Familiares – que é uma abordagem terapêutica sistêmica fenomenológica – fala que “quando em uma família surge um buscador, é porque com ele nasceu o desejo de todo o clã de sair das repetições e do conhecido e ir adiante”. É a partir do nascimento desse buscador que surge a vontade de desenvolver a autoconsciência, que será o tema deste blog post. Vamos desvendar um pouco mais desse assunto juntos?

Narrativas históricas do contexto familiar

Quando você toma consciência dos padrões/crenças (organização de ideias e pensamentos repetitivos que vêm da sua história familiar – que são passados de geração para geração), o que você faz com isso?

Entendo que um importante passo para se conviver de forma mais saudável com você mesma(o) e com os outros é observar e cuidar das narrativas históricas do contexto familiar para que, aos poucos, com esse movimento você comece a enxergar, acessar e sentir tudo que chega e como chegar ao seu corpo (dando uma atenção especial ao seu modo de agir e de falar) a partir dessa dinâmica de observação e cuidado.

Falo que existe “uma chave invisível” – cada pessoa tem a sua e você pode escolher: girá-la para entrar ou não girar e não entrar. Já que isso exigirá um aprofundamento intrapessoal que muitas vezes é doloroso e que você terá que deixar fluir para conseguir cuidar e depois transformar.

Relações intrapessoais: a jornada para a autoconsciência

Na transformação da relação intrapessoal, assim como em todas as relações, é preciso “assumir a responsabilidade sobre as escolhas por mudanças” e não entrar em um processo de culpabilização quando identifica-se o padrão ou crença. O movimento é inicialmente de autoaceitação e autocompaixão, como também de saber que, para se chegar até esse ponto, já ocorreram importantes e significativas vitórias individuais. Esse passo potente não se refere ao outro, tem a ver com você querer se reconectar consigo.

Para transformar ou mudar padrões/crenças sobre quem você é enquanto indivíduo, você precisa reencontrar-se com você mesma(o). E isso é desafiador! Ao longo das fases da infância, da adolescência e da juventude, por conta de uma lógica educacional formal e informal que estabelece formatos de comportamentos e histórias que padronizam e não priorizam a liberdade do “se encontrar”, consequentemente, do “ser” e, por fim, do “existir com suas individualidades”, o ser humano vai se perdendo, se afastando dele mesmo e se moldando dentro de um “querer” e a partir “dos olhos” do outro. Ele faz isso inconscientemente para que possa de alguma maneira atender às suas necessidades de aceitação e pertencimento à comunidade e, dessa forma, acaba perdendo a oportunidade de se conhecer e de desenvolver sua autoconsciência.

Quando você escolhe girar a chave invisível e entrar, começa o autoconhecimento. E é uma busca linda, mas extremamente desafiadora que mexe muito com qualquer pessoa! Quando você toma consciência de algum padrão ou crença que reproduz de forma automática (inconsciente), mas compreende que ele não cabe mais na sua vida – na sua escolha de ser você – é libertador! Não quer dizer que você não terá “deslizes”, terá sim! E tudo bem, porque agora você está consciente, está conectada(o) a si – aos valores humanos fundamentais para a construção de uma nova caminhada ou reconstrução de uma que já está em curso.

Sua autoconsciência é a sua potência! 

Agora você está se conhecendo/se descobrindo e sabe que pode escolher: continuar seguindo o padrão/crença ou usar sua potência para transformar.

A esta altura, pode estar se perguntando: Como posso continuar usufruindo da minha potência? E respondo que uma possibilidade é: buscando meios e ferramentas que sustentem o seu despertar, ou seja, se comprometer com tudo aquilo que já conquistou e seguir em frente, seja realizando atividades/processos práticos e/ou procurando apoio de profissionais que te ajudem a manter esta “intraconexão” – uma visão mais integral de você mesma(o), a autoconsciência.

Então, pode-se dizer que o próximo passo é buscar respostas para as seguintes perguntas:

  1. De que maneira eu posso me manter no caminho da transformação? Lembre-se que este será um novo desafio e que poderá se sentir cansada(o) ou “só”, mas saiba que não está sozinha(o) – tem muita gente neste estágio junto contigo. E, se precisar, peça ajuda!
  2. O que de bom/maravilhoso eu posso fazer com essa minha autoconsciência (sabedoria adquirida a partir do meu despertar) que se tornou a minha potência de construção de um novo caminho ou de reconstrução do meu caminhar?

Te convido a pensar sobre isso, pegar uma folha de papel e escrever as suas respostas. Não se prenda/ não se enrijeça no “como eu posso” escrever tudo o que chega, simplesmente deixe fluir de dentro para fora todo o seu sentir e se não der para escrever, desenhe em preto e branco ou se permita pintar a partir das cores que conversem com as suas emoções e seus sentimentos. A autoconsciência é um dos maiores conhecimentos que podemos conquistar. Ponha a sua em prática e ressignifique a sua vida!

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