Os sentimentos, as emoções e a realidade!

Os sentimentos, as emoções e a realidade!

Uma breve reflexão sobre como as emoções e o sentimentos se relacionam com o contexto de cada indivíduo

Para esse blog post, é necessário trazer uma breve constatação: “O contexto em que se vive afeta o estado emocional que está ligado aos sentimentos (o coletivo influencia o indivíduo) e o estado emocional afeta o contexto (o indivíduo impacta o coletivo).”

Esta constatação leva a imaginar uma grande teia da vida na qual fios invisíveis vão alinhavando os indivíduos e os contextos. Esses fios intervêm tanto voluntária quanto involuntariamente e ainda podem coser e sensibilizar de forma mais sutil ou de forma profunda e duradoura. 

Os fios invisíveis dos sentimentos e das emoções

Pondera-se que a teia da vida é composta de um turbilhão de emoções e de sentimentos que se entremeiam nos gestos (atitudes), nos sons (tons), nas palavras (mensagens) etc. de cada indivíduo. 

E, em grande parte dos contextos, é por meio da linguagem e do comportamento que fios invisíveis fazem os seus trabalhos! E, quando ocorre um desencontro, seja do falar e/ou do agir, o convívio que era para ser edificante (empático e compassivo) torna o contexto um espaço rígido e pesado, pois provoca grandes emaranhamentos. Até porque os contextos são redes interconectadas – impactados por quem e pelo que existe neles e que impactam, por sua vez, tudo o que está presente neles também.

Contudo, os fios invisíveis, ao realizarem seus movimentos, independentemente do meio utilizado, estão carregados de emoções e de sentimentos. E é a partir do emocionar e do sentir que os fios realmente afetam, positiva ou negativamente! 

A experiência emocional e a realidade de cada um

A reflexão que trago aqui é no sentido de que a mudança – coletiva e/ou individual – de percepção ou de postura diante da teia da vida ocorre, fundamentalmente, como consequência da afetividade (o estado afetivo – o que afeta e como afeta o indivíduo e o contexto).

A experiência emocional – os sentimentos registrados na memória a partir de uma ou mais de uma emoção – desperta atenção para um determinado evento cotidiano e desencadeia uma mudança. Quando um indivíduo ou o contexto observa a experiência emocional e considera que a mesma, de alguma maneira, alterou um e/ou o outro (fez surgir um novo pensamento e/ou um novo comportamento), em ambos é estimulado um processo de avaliação da realidade. Esse movimento analítico consiste em avaliar como essa experiência emocional afetou tanto o indivíduo quanto o contexto: se foi positiva ou negativamente, de modo agradável ou desagradável. Ao fazer isso, o indivíduo e o contexto também estão buscando a causa da experiência vivida.

E é na busca e reconhecimento da causa da experiência emocional que o indivíduo e o contexto, por meio dos fios invisíveis, vão construindo a realidade – estabelecendo a cultura, os valores, os costumes, as normas/regras etc. Sendo assim, pode-se começar dizendo que a convivência é uma adequação da experiência emocional (os sentimentos registrados na memória, seja ela individual ou coletiva) em relação à causa dessa experiência (o que fez gerar os sentimentos).

Esteja mais atento aos seus sentimentos 

Vale deixar claro que todo este processo, de observação da experiência emocional, de consideração de mudança do status quo por conta da experiência emocional, de busca e de reconhecimento da causa dessa experiência emocional, é dinâmico. Ou seja, é uma ação espontânea/natural do inconsciente – individual ou coletivo – que não é possível enxergá-la, mensurá-la no dia a dia, assim como os fios invisíveis que tecem a teia da vida. 

Cabe frisar também que este processo corporifica a representação de “si mesmo”, isto é, a concepção de identidade/individualidade. Por isso, a atenção ao estado emocional (cuidando e compreendendo seu fluxo) ajuda na tomada de consciência de quanto os gestos (comportamentos), os sons (tons) e as palavras (linguagem) influenciam nas relações interpessoais, já que todos eles retratam como o indivíduo se apresenta ao todo e, ao mesmo tempo, recepciona tudo o que acontece ao seu redor.

Ademais, a regulação emocional fortalece o indivíduo para que ele seja o protagonista da sua própria história, como também seja capaz de revisitar a causa da experiência emocional (o passado) transformando-a em ações saudáveis e positivas no presente, tanto para ele mesmo quanto para o coletivo. O cuidado e a compreensão emocional colaboram na conscientização da possibilidade de escolhas responsáveis no agir e no pensar “na e a” realidade (o dia a dia).

Um estado emocional mais saudável, uma realidade melhor

Quanto mais o indivíduo revigora o seu estado emocional e compreende a importância dele no seu agir e no seu pensar diante do outro indivíduo, mais sentimentos – saudáveis e positivos – vão sendo desencadeados e assim a construção do contexto também se torna mais harmônica. 

Conclui-se a ideia de que o indivíduo é construído com o “auxílio” do contexto, mas, acima de tudo, ele atua – impacta – influencia profundamente em como se constitui e dá continuidade ao coletivo. E isso é convivência – a teia da vida – “um conceito aberto”: formada por fios invisíveis que percorrem caminhos diversos e nestas trilhas acontecem processos afetivos – individuais e coletivos – que ajudam na aproximação (busca e despertar) e na tomada de consciência (conhecimento) de quem eu sou, de quem é o outro, de quem nós somos e, por fim, a infinita conexão que existe entre tudo e todos!

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“Seja a mudança que você deseja ver no mundo

Mahatma Gandhi

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